Hipófise

Parênquima adeno-hipofisário com morfologia globosa e intensidade de sinal preservadas, apresentando impregnação discretamente heterogênea pelo gadolínio, sem evidências de lesões focais.

Sela parcialmente vazia. Este achado geralmente não tem significado clínico nesta faixa etária.

Sela turca turca parcialmente vazia, achado frequentemente visto nesta faixa etária.

Sela turca turca parcialmente vazia, preenchida por liquor e com compressão do tecido hipofisário contra o assoalho selar.

MICROADENOMA

O parênquima hipofisário encontra-se restrito ao assoalho da sela turca, onde se destaca imagem nodular na margem lateral esquerda do parênquima adeno-hipofisário, medindo cerca de 0,9 x 0,6 x 0,5 cm de diâmetro, com elevado sinal nas sequências ponderadas em T1 e T2, compatível com adenoma, com evidências de degeneração cística de elevado teor protéico.

MACROADENOMA COM INVASÃO SEIO

Sela turca alargada por lesão expansiva selar com componente suprasselar, heterogênea, com isossinal em T1 e predominante hipersinal em T2, medindo cerca de 2,1 x 1,2 x 2,3 cm (L x AP x T). A lesão apresenta impregnação heterogênea pelo agente de contraste paramagnético e determina invasão do sulco carotídeo dos seios venosos, principalmente à esquerda. O limite posterior da lesão expansiva projeta-se à cisterna pré-pontina e mantém íntimo contato com a superfície anterior da artéria basilar. A extensão inferior da lesão ocupa parcialmente o seio esfenoidal. Lobo posterior aparentemente posicionado junto ao aspecto posterolateral direito do assoalho selar. Lesão expansiva selar / suprasselar compatível com macroadenoma hipofisário, com sinais de invasão dos seios cavernosos.

Volumosa lesão expansiva selar / suprasselar, bem delimitada, lobulada, com isossinal em T1 e T2/FLAIR, e impregnação homogênea pelo agente de contraste paramagnético, além de pequenos focos de hipossinal na sequência SWI que podem representar depósitos de produtos de degradação da hemoglobina ou calcificações, medindo cerca de <> x <> x <> cm. A lesão determina alargamento da cavidade selar e apresenta crescimento retroquiasmático, com deslocamento da haste hipofisária para direita.

Há sinais de invasão dos seios cavernosos com envolvimento circunferencial das artérias carótidas internas, notadamente à esquerda, sem estreitamento luminal significativo destes vasos. Anteriormente a lesão determina erosão do tubérculo anterior da sela turca e se insinua para o ápice orbitário esquerdo através da fissura orbital superior deste lado, notando-se ainda ectasia das veias oftálmicas superiores. Inferiormente, observa-se deiscência da parede posterior do seio esfenoidal à esquerda com insinuação da lesão para o interior desta cavidade, onde se observa acúmulo de material hiperintenso em T2 formando nível hidroaéreo.

Os estudos de perfusão por RM com avaliação da suscetibilidade dinâmica à primeira passagem do gadolínio pelo leito microvascular demonstram o aumento da densidade capilar, que deve resultar de neoangiogenese capilar, com acentuado extravasamento de contraste pela ausência de barreira hematoencefálica (lesão extra-axial). Destaca-se, ainda, aumento da permeabilidade capilar, caracterizada por elevação da permeabilidade T1.

ID: Lesão expansiva selar com componente suprasselar cujas características favorecem a possibilidade de macroadenoma hipofisário. Há sinais de invasão dos seios cavernosos com envolvimento das artérias carótidas internas, notadamente à esquerda.

Formação expansiva selar, com componentes supra e infrasselares, com sinal discretamente heterogêneo, predominantemente isointenso em relação à substância cinzenta em T1 e hiperintenso em T2/FLAIR, com diminutas áreas císticas de permeio. Apresenta intensa impregnação pelo agente paramagnético e mede cerca de 3,0 x 2,2 x 2,6 cm. Superiormente a lesão oblitera a cisterna suprasselar, com compressão do quiasma óptico, apresentando padrão de crescimento retroquiasmatico, e abaula o assoalho do III ventrículo. Inferior e anteriormente, alarga a cavidade selar, erode o dorso da sela e o corpo do esfenóide posterior, ocupando o seio esfenoidal. Posteriormente se insinua para a cisterna pré-pontina, com mínimo contato com a artéria basilar, porém sem determinar redução do seu calibre. Lateralmente, há invasão do seio cavernoso esquerdo, caracterizada, inferiormente, por extensão tumoral para o compartimento carotídeo do seio venoso homolateral e, superiormente, pelo contato maior que 67% com a artéria carótida interna. À direita, não há sinais de invasão do seio cavernoso, porém a lesão apresenta íntimo contato com a carótida interna deste lado, porém menor do que 50%.

ID: Controle pós-operatório evidencia formação expansiva selar, com componentes supra e infrasselares, cujas características favorecem a possibilidade de macroadenoma hipofisário residual / recidivado, com sinais de invasão do seio cavernoso esquerdo e do seio esfenoidal.

Lesão expansiva extra-axial com isossinal heterogêneo em T1 e T2, ocupando as cisternas selar e suprasselar, de contornos lobulados com áreas císticas de conteúdo hemorrágico no seu interior, formando nível líquido-líquido, e intensa impregnação pelo meio de contraste paramagnético. A lesão mede cerca de 7,5 x 7,5 x 6,5 cm (L x AP x T) e determina erosão do osso esfenóide, da sela turca, do clivo e da base do crânio à esquerda com invasão do seio esfenoidal, e comprometimento do canal carotídeo e dos forames oval e espinhoso esquerdos, bem como dos processos clinoides anteriores e o ápice orbitário esquerdo. A lesão invade os seios cavernosos com envolvimento circunferencial dos segmentos cavernoso e supraclinoideo das artérias carótidas internas, bem como comprometimento menor que 180 graus do segmento petroso destas artérias, notadamente à esquerda. Nota-se extensão às cisternas interpeduncular, ambiens esquerda e pré-pontina, determinando importante compressão e deslocamento da ponte e do mesencéfalo. A lesão determina deslocamento superior da região hipotalâmica e III ventrículo, apresentando íntimo contato e sem nítidos planos de clivagem com o quiasma ópitico e segmentos cisternais dos nervos ópticos, notadamente à esquerda.

O conjunto de achados descritos determina efeito expansivo regional caracterizada pelo apagamento dos sulcos e das fissuras encefálicas adjacentes, além de compressão sobre o corpo do ventrículo lateral esquerdo e desvio contralateral das estruturas centromedianas em cerca de 0,6 cm. Nota-se ainda compressão do aqueduto mesencefálico e do IV ventrículo, o que determina discreta ectasia do sistema ventricular supratentorial à montante com discreto transudato liquórico adjacente aos átrios dos ventrículos laterais.

Os estudos de perfusão por RM com avaliação da suscetibilidade dinâmica à primeira passagem do gadolínio pelo leito microvascular demonstram o aumento da densidade capilar (elevação do rCBV) com extravasamento de contraste pela ausência de barreira hematoencefálica na lesão (extra-axial). Destaca-se ainda aumento da permeabilidade capilar, caracterizada pela elevação da permeabilidade T1.

MACROADENOMA DEGENERAÇÃO CÍSTICA

Cavidade selar de dimensões aumentadas a custa de formação expansiva, medindo cerca de 3,7 x 2,8 x 2,6 cm de diâmetro, com alto sinal em T1 e T2, compatível com conteúdo hiperproteico/hemático, que determina abaulamento do diafragma selar, com crescimento suprasselar ocupando a respectiva cisterna, e determinando compressão com afilamento do quiasma óptico e assoalho do terceiro ventrículo, com deslocamento superior das artérias cerebrais anteriores. Lateralmente, mantém contato com as artérias carótidas internas, principalmente à direita, sem sinais de invasão dos seios cavernosos.

TB

Aumento das dimensões do parênquima contido na cavidade selar, que tem sinal heterogêneo em T1 e T2, com impregnação também heterogênea, que se estende à haste hipofisária e ao limite da junção desta com o hipotálamo. Destacam-se áreas centrais de menor impregnação, que podem corresponder a zonas de conteúdo cístico ou necrose. Não há comprometimento dos seios cavernosos e a lesão não se estende além dos limites da junção infundíbulo-hipotalâmica. Observa-se, entretanto, compressão discreta do contorno posterior do quiasma óptico.

ID: Aumento volumétrico com sinal heterogêneo do conteúdo selar, estendendo-se ao infundíbulo hipofisário, com características infiltrativas e intensa impregnação pelo agente contraste paramagnético. As características observadas não são específicas, permitindo incluir entre os diagnósticos diferenciais a possibilidade de processo neoplásico, principalmente de tumor de células germinativas, além de lesões inflamatório-infecciosas.

Exame do encéfalo sem alterações significativas.

CISTO DA BOLSA DE RATHKE

Formação cística na topografia da pars intermedia com hipersinal em T1 e hipossinal em T2, sem impregnação pelo gadolínio, medindo cerca de 0,4 cm.

ID: Formação cística na topografia da pars intermedia (remanescente cístico da bolsa de Rathke).

HIPOFISITE SECUNDÁRIA

Proeminente captação de glândula hipófise, medindo <> mm no eixo craniocaudal com extensão acima da borda superior e contato com o quiasma óptico. Não há invasão do seio cavernoso ou base. O infundíbulo apresenta diâmetro normal.